Como a Covid-19 afetou o mercado de explosivos e o que esperar daqui pra frente


Apesar do forte impacto na economia brasileira e as estimativas de queda no PIB, a pandemia de Covid-19 não afetou a fabricação de explosivos, que segue normalmente. Ao contrário do que muitos temiam, não havendo desabastecimento no setor. Para a produção de bens essenciais feitos a partir de minérios, nosso insumo é essencial. O uso da mineração é um dos pilares para o desenvolvimento de uma nação e de sua população e a utilização de explosivos é, muitas vezes, a etapa inicial destas atividades.

Apesar das restrições na produção de ferro e outros produtos de consumo popular que o setor siderúrgico deve registrar, outras categorias relacionadas ao mercado de explosivos estão em plena atividade. Os transportes acontecem normalmente, já que boa parte dos fabricantes de explosivos possuem frotas própria, a construção civil continua com grande parte de suas obras e as mineradoras até apresentaram alta nas exportações.

No entanto, é preciso manter atenção para alguns obstáculos que podem surgir nos próximos meses. Para as pequenas e médias empresas, o baixo nível de capital de giro, os estoques elevados no revendedor final e a inadimplência podem ser as principais dificuldades. Em geral, as expectativas de crescimento para o segundo semestre já não existem mais e as encomendas das lojas de materiais e produtos finais também devem cair.

Para o pós-crise, o programa do governo federal prevê um pacote de investimento públicos e privados para impulsionar a retomada da economia brasileira. A infraestrutura na qual se consome grandes quantidades de explosivos, direta ou indiretamente, será a grande alavanca para a volta do crescimento. Contamos também com a FIESP e o CIESP, que têm apresentado medidas de ajuste e orientação para normalizar a atividade industrial.

O Presidente do SINDEX e da ABIMEX aconselha:  “MANTENHA A CALMA E CONTINUE”